O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking do índice de reciclagem de alumínio, com 94% do material consumido sem do reaproveitado. O segundo lugar é o Japão com 90,9 % de material consumido e o terceiro é a Argentina, com 88,2% segundo o levantamento da Associação Brasileira de Alumínio (ABAL) e Associação de Brasileiro da Indústria de latas (ABRALATAS).
Os catadores e suas cooperativas são uma das principais pontas do processo, recolher e vender latas de alumínio rende muito mais do que qualquer outro material possível de reciclagem como pets ou papéis. Para se ter uma idéia, um catador chega a receber R$ 3,00 por 74 latinhas ou um quilo do material contra R$ 0,30 por 20 garrafas pets de 2 litros ou R$ 0,10 por um quilo de papel.
Para os que lutam contra a degradação do meio ambiente, reciclar alumínio evita que essa latinha seja jogada na natureza. O alumínio pode demorar de 100 a 500 anos para se degradar totalmente. O ciclo da reciclagem de latas de alumínios é de apenas 30 dias, aliás uma vantagem também para a indústria. Além disso, o alumínio é 100% reciclado como você verá quando for explicado o processo de produção, poupando assim a extração de 700 mil toneladas de bauxita, apesar da bauxita não ser necessariamente um material em extinção. Os problemas do aquecimento global além são amenizados com a reciclagem, já que o processo emite apenas 5% do gás carbônico que se emite na produção do alumínio primário, também segundo a ABAL.Como pode se ver a indústria da latinha é uma coordenação de interesses no Brasil.